Espero que entenda minha covardia.
Coragem eu até tenho,
Mas é vadia.
E mesmo que haja e não aja,
Meu olho te vigia;
Minha mão te deseja
Quando, à noite, esfria;
Minha boca te procura,
Quando o coração me guia.
Quando durmo, já é dia.
Levanto-me cética
Do sono que eu não dormia,
À caminho do beijo seco
Que se desvia
E culmina no seu rosto
Em forma de bom-dia.
Quero,
Mas não devia.
Contento-me com o cheiro que fica
Quando você desguia.
Não é medo,
Mas perdoe minha covardia,
Eu sei que é pouco "vou",
Para muito "ia".
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