domingo, 16 de dezembro de 2012

Chuva

   Hoje aqui em São Paulo, foi um dia chuvoso. Choveu de manhã, a tarde e a noite. Para todos os lados que se olhava, via-se guarda-chuvas, via-se pessoas apressadas... sem se preocupar em simplesmente olhar para o lado...
   O dia estava melancólico, céu nublado, chuva, silêncio. O som da chuva ecoava pelas ruas, cada gota que chegava ao chão, era um som amedrontador... era o som das memórias...
   Em quase todos os dias de chuva, sempre me recordo do passado, nas coisas que fiz, nas risadas que dei, nos momentos únicos que vivi, etc...
   Eu gosto de recordar... isso me dá boas sensações. É como se cada gota que cai, fosse uma recordação que tenho,recordações, boas e ruins...
   Escrevo como se fosse um velho, mas sou novo, um novo vivido, cheio de histórias a lembrar.
   E cada lembrança, vem como um flash, onde tudo acontece, tão rápido que nem meus pensamentos conseguem acompanhar... Mesmo assim, ainda sinto as mesmas emoções que outrora sentia, ainda riu, ainda choro, ainda me comovo, ainda lamento, ainda tenho saudade, ainda reclamo, ainda lembro... mas como disse: Eu gosto de recordar...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Lamento

Tento escrever, mas não consigo.
Tento pensar em outra coisa, mas não consigo.
Não quero que o fim aconteça, mas não o evito.
Tento consertar os erros, mas é impossível!

Como deixar de ser quem sou?
Por motivos tão tolos como estes?
Querem me alienar, nas calunias!
Querem me fixar erros, que não cometi!

Por que?
Porque sou diferente!
Incomodo-os com a sinceridade das minhas palavras,
Com a alegria que não sai do meu rosto, 
Com o prazer de viver a cada dia.

Mas hoje vi, que nada é tão simples como pensei...

E reconheço, que desisti...
Desisti de me opor as calunias, e as opiniões alheias
Não porque são verdadeiras,
Mas por que cansei...

Cansei de ser tratado como perverso, 
ou como hipócrita no meio dos meus irmãos...

E creio que não haverá um amanhã, 
pois o sabor do fim está na minha boca.
É um sabor ruim, mas eficaz
Como os remédios que nossas mães nos dão...

Espero que de hoje em diante, me deixem em paz,
Já que nada nos entrelaça...

O "mal" eu mesmo já cortei pela raiz, 
Para ter certeza que não nascerá mais!

... Hoje escrevo para aliviar a dor da minh'alma, ou pelo menos tentar alivia-la. Hoje que tanto precisei desabafar, você não estava lá... Lamento.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O Peso das Lágrimas

   Certo dia vi uma mulher grávida, a chorar dentro de um ônibus, era um choro de desespero, me comovi com a tristeza de seus olhos, mas não tive coragem nem de aproximar-me dela. Mas suas lágrimas pesavam como chumbo, a tristeza de seus olhos parecia que a morte a rondeava.
Logo, ela se levantou e saiu do ônibus... parei, por uns instantes e me pus a refletir, sobre as lágrimas... Por que choramos? Qual o sentido disso? Qual o sentido dessa reação? - Tantas perguntas, e nenhuma resposta- por fim acabei por ignorar, essas dúvidas... 
   Mas passou dias, semanas, meses, e outra vez soube e senti que uma pessoa especial chorou, me enfureci por saber que cada lágrima de tristeza, foi em vão, foi por tão pouca coisa... mas preferi novamente me manter calado. Só pedi a essa pessoa que parasse porque não valia a pena. E no exato momento voltei a me perguntar, o que outrora pensei... mas continuo sem uma resposta exata.
   A cada dia vivido, penso que estamos mais sujeitos, a dúvidas, do que a certezas, e as certezas, que existem nada mais são, do que dúvidas sem resposta.
   Porém o peso de cada lágrima, é incalculável, como a dor ou tristeza que a pessoa sinta, no momento. Então posso concluir que as lágrimas é uma forma de explosão do coração.
[...]
A alegria também nos faz chorar...Mas choramos por algo tão bom, que nem damos conta que estamos chorando, ai onde está a diferença!
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